Visão do Paraíso

Editeur : Companhia das Letras
Nombre de pages : 584
Date de parution : 2010
Langue : portugaise
ISBN : 9788535916676
Prix :

36,00

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Description :

Visão do paraíso traz alguns temas básicos da formação do Brasil encarados com uma profundeza e uma objetividade que lhes dão um relevo até agora não atingido. O principal deles é a diferenciação entre a América Espanhola e a América Lusitana, resultante de alguns traços da fisionomia das duas raças e que tiveram no Novo Mundo uma projeção marcante e são raramente levados em conta pelos estranhos. A tendência ao realismo português, em contraposição ao imaginativo espanhol, permitiu a famosa boutade – retire-se tudo o que há de grandioso num espanhol e resultará daí um português. Será isto o resultado do escolasticismo e da dialética medieval, que resistiu em solo luso à retórica renascentista? É a hipótese que o autor examina detidamente. Não é um livro que interesse somente a brasileiros. É uma obra que pertence, sem dúvida alguma, ao pensamento histórico universal. Atinge alguns pontos básicos para a compreensão da alma latina do continente.

Examinando um período que se inicia nos primeiros contatos realizados pelos colonizadores portugueses e espanhóis com o continente americano, até o século XVI, Visão do Paraíso é um ensaio sobre o imaginário do colonizador. O livro estuda os mitos edênicos que acompanharam as narrativas dos descobrimentos e da colonização da América. Sérgio Buarque de Holanda recompôs a concepção paradisíaca que os descobridores tinham do Novo Mundo, desenvolvendo uma abordagem de longa duração. O diálogo estabelecido com a historiografia europeia, acompanhado de um domínio das fontes documentais que retratam as visões idílicas do continente americano, permitiu ao autor realizar uma comparação entre a colonização portuguesa e a espanhola da América. O autor mostra como as descrições do Novo Mundo produzidas pelos conquistadores castelhanos estão repletas de elementos fantásticos e correspondem às temáticas edênicas, enquanto, no caso português, o pragmatismo lusitano assume o lugar da imaginação criadora, assegurando às visões do Paraíso um espaço limitado na América portuguesa. A obra traz um caderno de imagens com reproduções de documentos e fotografias do acervo pessoal do autor, além de posfácios dos historiadores Laura de Mello e Souza e Ronaldo Vainfas.


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