Benjamim

Auteur :
Editeur : Companhia das Letras
Nombre de pages : 120
Date de parution : 2017
Langue : portugaise
ISBN : 9789896652708
Prix :

27,90

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Description :

Girando em torno da obsessão pela morte de uma mulher, um enigma na vida do protagonista, Benjamim, o segundo romance de Chico Buarque, narra a história de um ex-modelo fotográfico que, como uma câmara invisível, vê o mundo desfilar diante de seus olhos sob uma atmosfera opressiva. Sem conseguir distinguir o que vê fora de si do seu passado, e de si mesmo, Benjamim avança, pouco a pouco, em direção ao destino trágico que sua obsessão lhe reserva. O clima opressivo é resultado do próprio estilo de narrar. O autor retoma e amplifica o universo imaginário de seu romance anterior, Estorvo, para criar um dos livros mais originais recentemente escritos no Brasil.

«O essencial do romance é a personalidade de Benjamim Baldaia, com a sua insegurança, o seu orgulho, a sua coragem, a sua melancolia, as suas contradições. A escrita irónica e colorida, plástica, intensa, de Chico Buarque dá-nos estupendas descrições do Rio de Janeiro, as ruas, a multidão, o mar e uma fabulosa galeria de marginais, aventureiros da política e do negócio, mulherengos, ávidos de dinheiro e de sensações. Benjamim Baldaia, modelo fotográfico em declínio mas com uma conta bancária confortável, apaixona-se, já velho mas ainda bonito, pela jovem Ariela, filha de uma sua antiga amante, e cumula-a de atenções, presentes, almoços em restaurantes de luxo, mil loucuras, convidando-a a vir a sua casa. E ela está preste a ceder, tocada por tanto carinho e devoção.  Mas Ariela tem um passado turvo, em que teve relações amorosas com um fora da lei e quando menos se espera tal desenlace, eis que um grupo de bandidos fuzila implacavelmente Benjamim Baldaia.  Esta rápida resenha deixou de lado pormenores todavia importantes, a generosidade e estonteamento de Benjamim, que numa bebedeira esbanja roupas e dinheiro pelos pobres da sua vizinhança, é roubado e agredido, até regressar, exausto, ao seu poiso. Uma figura inesquecível da preciosa galeria do Chico Buarque.» Urbano Tavares Rodrigues (leitur@gulbenkian)

 


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