Biographie

Manuel Venceslau Leite de Barros. « Poète fidèle à la beauté de sa terre natale, il écrit une poésie originale, tellurique, pleine de souvenirs de ses fleuves et de son peuple » (Renata Pallottini). Membre du groupe « Panorama », il a publié son premier recueil en 1937 (Poemas concebidos sem pecado), mais il n’est vraiment découvert par la critique et les lecteurs qu’à la fin des années 80 : Gramática expositiva do chão (poesia quase toda), 1990, qui réunit son œuvre jusqu’en 1990 ; Concerto a céu aberto para solos de ave, 1991 ; O livro das ignorãças, 1993 ; Livro sobre nada, 1996 ; Tratado geral das grandezas do ínfimo, 2001.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 1916. Ainda novo, foi morar em Corumbá (MS) e mais tarde iria para o Rio de Janeiro, para fazer a faculdade de Direito. Viajou pela Bolívia e Peru, morou em Nova York, captou em cada um dos lugares por onde passava um pouco da essência da liberdade, que aplicaria em suas poesias.

Apesar de ter publicado o primeiro livro em 1937, o Poemas Concebidos Sem Pecado, o primeiro livro que escreveu acabou nas mãos de um policial. O jovem Manoel fez a pichação Viva o comunismo, em um monumento, e a polícia foi em busca do autor da ousadia. Para defendê-lo, a dona da pensão em que vivia disse ao policial que o “criminoso” em questão era autor de um livro. O policial pediu para ver e levou o livro. Chamava-se Nossa Senhora de Minha Escuridão e Manoel nunca o teve de volta.

Formou-se em Direito, em 1941, na cidade do Rio de Janeiro. E já no ano seguinte publicou Face Imóvel e em 1946, Poesias.

Na década de 1960 foi para Campo Grande (MS) e lá passou a viver como fazendeiro. Manoel consagrou-se como poeta nas décadas de 1980 e 1990, quando Millôr Fernandes publicava suas poesias nos maiores jornais do país.

Manoel é normalmente classificado na Geração de 45 da literatura. Trabalha bastante com a temática da natureza, mais especificamente, o Pantanal. Mistura estilos e aborda o tema regional com originalidade.

Alguns dos prêmios que o autor recebeu: “Prêmio Orlando Dantas”, em 1960, ”Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal”, em 1969. “Prêmio Nestlé”, em 1997 e o “Prêmio Cecília Meireles” (literatura/poesia), em 1998.