Pinhal do rei

Auteur :
Editeur : Textiverso
Nombre de pages : 68
Date de parution : 2022
Langue : portugaise
ISBN : 9789898964212
Prix :

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Description :

A devastação dos incêndios em 2017 em Portugal
No fatídico dia de 15 de outubro de 2017, mais de 500 incêndios devastaram o Norte e o Centro
de Portugal. Um deles, no Litoral Centro, propagou-se com elevada rapidez para Norte através
da Mata Nacional, sem parar nos aceiros ou arrifes, saltando estradas e rios, pela noite dentro,
acabando por se extinguir cerca de 40 km a Norte do seu ponto inicial, atravessando três matas
nacionais e quatro concelhos.
86% do Pinhal do Rei, a Mata de Leiria, foi consumido pelas chamas.
O incêndio de 2017 torna-se assim o incêndio mais grave na Mata de Leiria de todos os tempos.
A consciência dolorosa de que nunca voltaremos a ver o Pinhal do Rei tal como o conhecemos
instalou-se aos poucos. Restam-nos as memórias e a esperança de que a natureza volte em breve
a prevalecer.
Assim, na forma de um conto dos tempos modernos e inspirado-se na lenda, expressão
significativa da cultura oral tradicional portuguesa, transmitida de geração em geração, para
contar aos mais novos, a desolação e a esperança face a tal desastre.
A desolação e a esperança de Dinis e Isabel, o comum dos mortais. Ou porque não o Rei D.
Dinis, rei de Portugal e dos Algarves (1279 - 1325), e a Rainha Isabel de Aragão, protagonistas
da Mata de Leiria, na varanda do castelo com vista para a cidade e a mata, que segundo a lenda,
de uma mão o mar salgaram, e de outra semearam o pinhal de Leiria ?
Devastados face aos estragos dos incêndios por culpa humana, eles pedem ao amigo o Grilo
Falante para procurar um vislumbre de esperança. O grilo, animal e ser imaginário, está aqui
como um elo entre a Natureza e o Homem.
Depois de atravessar a região de lés a lés, o grilo regressa com uma mensagem de esperança,
um milagre: um pinheiro poupado pelas chamas.
Um pinheiro plantado por uma mulher que conhecia a floresta de cor e conhecia a importância
da natureza e das árvores. Ela queria agradecer ao céu e à terra pelo nascimento de seu único
neto, que tornou possível a transmissão do nome da família, porque sabia que as árvores
olhavam para as gerações lá do alto.
Desde há quatro anos árvores são plantadas novamente ; milhares de voluntários portugueses
estão a mobilizar-se durante operações de reflorestamento para restaurar o Pinhal do Rei,
consumido pelas chamas.
Vieram de seguida mais seis contos, à volta do mesmo tema mas fazendo intervir um novo
elemento da natureza, com um sub-tema e uma moral diferentes. O tema sendo universal, não
se limitando a Portugal, mesmo se foi a ideia de partida, o objetivo é de evocar o poder da
natureza, a importância do património natural, da transmissão de valores, da vida, com uma
nota de esperança para sensibilizar os mais jovens.
O nome da coletânea retoma uma das designações da Mata Nacional ou Mata de Leiria : Pinhal
do Rei. Vejamos aqui o termo « rei » no seu sentido figurado de « tesouro », « jóia ».
A obra existe nas duas línguas : francês e português
As ilustrações foram feitas pelo Gonçalo Dias, jovem lisboeta licenciado em Belas Artes.


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