O bom inverno

Auteur :
Editeur : Leya
Nombre de pages : 300
Date de parution : 2012
Langue : portugaise
ISBN : 9789896602000
Prix :

10,50

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Description :

Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

«Romance psicológico em torno do meio literário internacional, romance policial, romance de terror e sobretudo de mistério, O bom inverno não nos dá claramente uma resposta à pergunta: "Quem matou Don Metzger, o famoso produtor de cinema?" Terá sido o próprio Bosco, seu apaniguado, que fabrica os balões de ar quente, quem o torturou e matou no silêncio da noite e depois pede contas a todos os hóspedes da casa de Sabaudia, matando-os um a um? O narrador, português e escritor que veio de Budapeste para ali em grupo de ocasião e que coxeia e se ampara a uma bengala, assiste às mortes dos que vão desaparecendo, e está ele próprio várias vezes na iminência de sucumbir à fúria homicida do Bosco. Torna-se íntimo da actriz Elsa Garski, que o visita de noite sem se dar a conhecer e o acaricia até ao orgasmo. Será com ela que o narrador acaba por fugir num balão do bosque amaldiçoado, enquanto o sinistro Bosco dá cabo dos seus amigos italianos Vincenzo e Nina. É um romance muito habilmente construído e muito bem escrito, que nos apresenta uma galeria de intelectuais em pânico e por vezes em conflito uns com os outros, com os seus tiques e manias, suas contradiçõesa e vaidades. Lê-se com apaixonado interesse da primeira à última página. É o ponto mais alto da obra literária de João Tordo.  A reafirmação de um grande escritor.» Urbano Tavares Rodrigues (leitur@gulbenkian, 2010)


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