Lisboa história física e moral

Editeur : Horizonte
Nombre de pages : 872
Date de parution : 2010
Langue : portugaise
ISBN : 9789722416122
Prix :

68,00 45,00

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Description :

Lisboa, História Física e Moral é um livro de enorme fôlego que traça o perfil vivo e o carácter de uma cidade contínua no tempo.
A esperada obra do historiador e crítico de arte José-Augusto França unifica as visões fragmentárias sobre Lisboa a partir do comportamento, vaidades e devoções dos lisboetas, tecendo uma história humanizada, vibrante e coerente.
São 850 páginas de informação rigorosa e fascinante, que nos levam do Paleolítico à Expo 98, unindo o urbanismo e a economia à política e à cultura.

 «Intitula-se “História Física e Moral” esta História de Lisboa – e assim crê o autor que devem ser as histórias de todas as cidades, feitas de ruas e casas, tanto quanto de gentes que as percorrem e habitam. As pedras mortas, que se acumulam por protecção e as vivas (“ce sont hommes”, Pascal), que lhes dão sentido e necessidade, devem ser correlativas, para que a cidade exista em sua coerência. No tempo que a atravessa, os homens afeiçoam-se em engenhos e intrigas, procuram a felicidade possível, comportam-se, em suma, como seres humanos, bons e maus, ou nem isso, em seus costumes que os séculos mudam em morais e modas. E constroem por comodidade e lucro, por vaidade também, e devoção, quando foi caso disso; por necessidade de criação, nos mais nobres casos».

É deste modo que abre o livro de José-Augusto França, abrindo também as portas a uma reflexão que o autor propõe:
«A civilização tem origem na cidade-civitas e por isso deve sempre pôr-se em questão a própria cidade – como o é, para que o é. E se o é.
Antes de contar a história de Lisboa, fica bem perguntá-lo, como o autor, aliás, já fez, em título de um primeiro curso universitário que fundou, há exactamente trinta anos
».

Nesta cidade, segundo o autor, «Em oito séculos e meio de história” os lisboetas foram e vão vivendo a sua mansa continuidade, com benefício do clima – e do Tejo da sua necessidade de transporte e de recuperada ecologia, se o for, numa sociedade de consumo, mais físico e financeiro que moral».

E desengane-se quem supuser que «por ir tendo, desde o século XIX, mais factos e dados registados, na abundância de informação disponível, a Lisboa de 2000 é mais importante do que a de 1500 (…). A todo o momento da leitura isso deve estar presente no espírito – como o esteve à responsabilidade do historiador», afirma José-Augusto França no prefácio da obra.

Lisboa, História Física e Moral cobre a existência contínua da cidade de Lisboa, abordando inicialmente o sítio geográfico e os seus primeiros habitantes, e depois as cidades romana, visigótica, muçulmana e depois cristã até ao século XXI.

Sete capítulos tratam dos períodos culturais das Lisboas sucessivamente “Medieval”, “Manuelina”, “Maneirista”, “Filipina”, “Barroca”, “Joanina”, “Pombalina” e “Oitocentista” e “Novecentista”.

Os dois séculos finais são designados mais directamente pela sua situação cronológica, dada a variedade e variação dos seus conteúdos culturais e orgânicos.

O discurso histórico é conduzido sempre num plano geral, atento ao urbanismo e à arquitectura, com o inventário necessário, e às práticas políticas, sociais e culturais. As partes “física” e “moral” da cidade, no seu todo.

Vinte e três subcapítulos, inseridos cronologicamente, tratam com maior pormenor de factos históricos e políticos, ou de criações e eventos culturais de especial significado – até à exposição mundial de 1998.


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