A política de Norton De Matos para Angola 1912-1915

Editeur : Minerva
Nombre de pages : 225
Date de parution : 2008
Langue : portugaise
ISBN : 9789727982226
Prix :

36,00

Description :

O mais recente livro da investigadora Maria Alexandre Dáskalos trata da política de Norton de Matos para Angola durante o seu primeiro período de governação, compreendido entre 1912 e 1915. Este é o 27° volume da colecção Minerva História, da Edições Minerva Coimbra.

Maria Alexandre Dáskalos lançou no dia 1 de Maio, na FNAC do Colombo, em Lisboa, o livro em que publica a sua tese de Mestrado em História contemporânea, titulado «A política de Norton de Matos para Angola 1912-15». A autora justificou a escolha do tema considerando que a figura do político Norton de Matos foi essencial para o lançamento das bases da Angola que hoje conhecemos, sobretudo durante o seu primeiro período de governação (1912-15).

"A reforma administrativa e o redesenhar do mapa de Angola com as ?campanhas de pacificação', a rede de estradas e a penetração das três linhas férreas, a fundação da cidade do Huambo no planalto central e o objectivo de fazer desta área uma região estratégica no projecto da revolução agrícola, são factores que alteram e definem a Angola moderna?, defendeu a autora. Integrado na Colecção Minerva História, sob a chancela da Minerva Coimbra Edições, o livro ?recua no tempo o necessário para se compreender a dinâmica e os contornos complexos do processo histórico angolano moderno, balizado entre o final da Monarquia Constitucional e o eclodir da guerra colonial, em 1961?, destacou Armando Malheiro da Silva, historiador e autor do prefácio de «A política de Norton de Matos para Angola 1912-15», durante a apresentação da obra.

Norton de Matos: do colonialismo moderno ao humanismo maçónico

José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, nascido em Ponte de Lima, em 1867, iniciou na Índia a carreira na administração colonial, tendo depois viajado por Macau e China em missão diplomática. O seu regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República. Em 1912 assumiu o Governo-geral de Angola, cargo que exerceu até 1915, quando foi demitido em consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a 1 Guerra Mundial.

Entre 1921 e 1924 voltou a exercer o cargo de Governador-geral de Angola, tendo posteriormente sido nomeado embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar que antecedeu o Estado Novo. Mesmo tendo sido uma figura esquecida durante personagem histórica Norton de Matos foi responsável por "uma concepção de colonialismo nacionalista e moderno capaz de articular vários matizes diferentes, como o socialismo utópico, o eurocentrismo antropológico, o demoliberalismo político, o humanismo maçónico e o capitalismo de cariz keynesiano ?avant la lettre".

Maria Alexandre Dáskalos considera, por seu turno, que ?o facto de Norton de Matos ter sido um colonialista provido de uma visão imperial correspondente à sua época levou a que a revolução marcada pelo pós-25 de Abril e pela independência das colónias de África tenha relegado para um longo silêncio a sua obra em Angola".

De forma a acabar com os vazios históricos relativos "à figura de excepção da História" que foi Norton de Matos, Maria Alexandre Dáskalos pretende continuar a aprofundar a sua investigação nortoniana com a elaboração da sua tese de Doutoramento, aprofundando-se, desta vez, no segundo mandato de Norton de Matos em Angola, que decorreu entre 1921 e 1924.


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