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Cacau

Cacau, par Jorge Amado
Auteur : Jorge Amado
Editeur : Companhia das Letras
Nombre de pages : 182
Date de parution : 2011
Langue : Portugais
Prix : 25,35 €
ISBN : 978-8535917260
Disponibilité : En stock En stock

Cacau é narrado em primeira pessoa por um lavrador, filho de industrial decaído, que trabalhara brevemente como operário fabril. O pequeno romance é a saga de uma tomada de consciência social e política.

Jorge Amado praticamente não deixou assentar a poeira da estréia. Em 1932, a segunda edição de O país do Carnaval chega às livrarias. E, logo em seguida, o romancista volta à carga, com a pólvora de Cacau. O livro, espécie de romance-reportagem composto sob o influxo das teses sobre uma “literatura socialista”, espanta. Chega a chocar - pelo tom, pelo tema, pela linguagem. A edição é imediatamente apreendida pela polícia. Mas, no dia seguinte, o livro é liberado, graças ao então ministro do Exterior, Osvaldo Aranha. Escândalo e sucesso se casam — e a edição se esgota em um mês. É o primeiro livro de Jorge Amado a ser traduzido para uma outra língua - no caso, o espanhol. Depois virão as traduções para o alemão, o coreano, o dinamarquês, o francês, o grego, o holandês, o italiano, o polonês, o russo. E assim a história da vida nos cacauais da Bahia vai principiar a correr o mundo. Cacau é a narrativa das aventuras de José Cordeiro - o Sergipano -, trabalhador numa fazenda, onde divide um casebre com alguns companheiros de labuta e sofrimento. É um homem que recusa a oportunidade de se casar com a filha do patrão, para levar adiante, "de coração limpo e feliz", o seu sonho revolucionário. A essa altura, como se vê, Jorge Amado já mergulhara na militância comunista. E Cacau é um livro em chamas. Um livro panfletário, escrito com o fogo da indignação.

Né à Ferradas, dans une plantation de cacao du sud de l’État de Bahia, son enfance est marquée par la lutte violente pour la terre. La parution, en 1932, de son premier roman Le pays du carnaval inaugure le cycle de Bahia dont il dressera de grands portraits. Capitaine des sables est considéré comme le dernier livre de ce cycle, l’auteur y décrit de manière très réaliste la misère des enfants des rues. En 1936, il est emprisonné et ses livres sont interdits. Après un exil en Argentine, il reprend son activité politique et littéraire. Jorge Amado renoue alors avec les thèmes de son enfance dans deux romans Les terres du bout du monde et La terre aux fruits d’or... Membre du parti communiste, il est à nouveau contraint à l'exil : Paris, la Tchécoslovaquie et l'URSS. De retour en 1953 au Brésil, il se consacre exclusivement à la littérature et commence à prendre des distances avec le militantisme politique. Certains y voit un tournant dans son écriture où prévaut désormais l’humour. Il crée ainsi, tout une série de personnages féminins qui seront adaptées pour le cinéma et la télévision : la plus célèbre, Dona Flor et ses deux maris, Tereza Batista, Tieta d'Agreste... Il est également l'auteur d'un livres de mémoires de moindre intérêt, Navigation de cabotage.

Jorge Amado (1912-2001) nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Filho do fazendeiro de cacau. Passou os anos da sua adolescência no meio do povo, tomando conhecimento da vida popular que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

Começou com 14 anos a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que, juntamente com o "Arco e Flecha" e o "Samba", desempenharam importante papel na renovação das letras baianas. Comandados por Pinheiro Viegas, figuraram na Academia dos Rebeldes, além de Jorge Amado, os escritores João Cordeiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro, Edison Carneiro, Valter da Silveira, e Clóvis Amorim.

Em 1927, com apenas 15 anos, ingressou como repórter no Diário da Bahia e também escrevia para a revista A Luva. Aos dezenove anos publicou seu primeiro romance O País do Carnaval. Nessa época já estava no Rio de Janeiro, em contato com nomes importantes da literatura. Foi redator chefe da revista carioca Dom Casmurro, em 1939.

Em 1933 lança seu segundo livro Cacau. Depois vieram vários romances que retratavam o dia a dia da cidade de Salvador, entre eles Mar Morto (1936) e Capitães de Areia (1937) que retrata a vida de menores delinquentes, sendo na época proibido pela censura do Estado Novo.

Participou do movimento da frente popular da Aliança Nacional Libertadora. Foi exilado na Argentina, no Uruguai, em Paris, em Praga e ainda morou em diversos países. Recebeu vários prêmios, títulos honoríficos. Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha; da Academia das Ciências de Lisboa; da Academia Paulista de Letras; e membro especial da Academia de Letras da Bahia. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 23.

Jorge Leal Amado de Faria faleceu no dia 6 de agosto de 2001. Seu velório foi realizado no Palácio da Aclamação em Salvador. Foi cremado, a seu pedido, e suas cinzas foram colocadas ao pé de uma mangueira, em sua casa na Bahia.

 

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