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Bahia de todos-os-santos

Bahia de todos-os-santos, par Jorge Amado
Auteur : Jorge Amado
Editeur : Companhia das Letras
Nombre de pages : 400
Date de parution : 2012
Langue : Portugais
Prix : 35,00 €
ISBN : 9788535921373
Disponibilité : En stock En stock

Guia de ruas e mistérios

“Esse é bem um estranho guia”, diz Jorge Amado no “Convite” que abre Bahia de Todos-os-Santos. “Com ele não verás apenas a casca amarela e linda da laranja. Verás igualmente os gomos podres que repugnam ao paladar.”Essas palavras resumem o espírito deste livro sui generis sobre a cidade de Salvador. Escrito originalmente em 1944, no auge da luta antifascista, manteve em suas sucessivas atualizações a abordagem visceral que o transformou numa obra ao mesmo tempo de celebração dos esplendores da cidade e de denúncia de suas muitas mazelas. A versão definitiva só ficou pronta em 1986.Quem melhor do que Jorge Amado, que cantou em tantos livros a “cidade da Bahia”, povoando suas ruas com personagens inesquecíveis, para fazer esse retrato de corpo inteiro da capital baiana ? Pelas páginas deste livro desfilam as belezas arquitetônicas da metrópole - suas igrejas, átrios e palácios, suas ladeiras e ancoradouros -, bem como seus encantos naturais - praias, matas, morros, lagoas -, mas também o lado miserável da cidade, seus cortiços malcheirosos, a falta de saneamento e infraestrutura, o desamparo e a doença. Aqui e ali, fotografias de Flávio Damm utilizadas na edição de 1961 pontuam o que vai sendo descrito.Não se trata de um guia preocupado apenas com a descrição do pitoresco, mas de uma narrativa múltipla sobre o cotidiano da cidade e suas transformações ao longo das décadas. Do dia a dia do trabalhador braçal às receitas de quitutes baianos, da arte dos mestres da capoeira ao misticismo dos terreiros de candomblé, dos pequenos crimes dos “capitães da areia” à dura poesia dos pescadores e mestres de saveiros, da universidade às festas religiosas e pagãs, a vida de Salvador pulsa a cada parágrafo.Moradores da cidade, ilustres ou anônimos, são evocados aqui com a mesma vitalidade e frescor dos personagens dos romances do autor, convertido em cicerone que abre as portas de sua grande casa aos leitores do mundo.

Né à Ferradas, dans une plantation de cacao du sud de l’État de Bahia, son enfance est marquée par la lutte violente pour la terre. La parution, en 1932, de son premier roman Le pays du carnaval inaugure le cycle de Bahia dont il dressera de grands portraits. Capitaine des sables est considéré comme le dernier livre de ce cycle, l’auteur y décrit de manière très réaliste la misère des enfants des rues. En 1936, il est emprisonné et ses livres sont interdits. Après un exil en Argentine, il reprend son activité politique et littéraire. Jorge Amado renoue alors avec les thèmes de son enfance dans deux romans Les terres du bout du monde et La terre aux fruits d’or... Membre du parti communiste, il est à nouveau contraint à l'exil : Paris, la Tchécoslovaquie et l'URSS. De retour en 1953 au Brésil, il se consacre exclusivement à la littérature et commence à prendre des distances avec le militantisme politique. Certains y voit un tournant dans son écriture où prévaut désormais l’humour. Il crée ainsi, tout une série de personnages féminins qui seront adaptées pour le cinéma et la télévision : la plus célèbre, Dona Flor et ses deux maris, Tereza Batista, Tieta d'Agreste... Il est également l'auteur d'un livres de mémoires de moindre intérêt, Navigation de cabotage.

Jorge Amado (1912-2001) nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Filho do fazendeiro de cacau. Passou os anos da sua adolescência no meio do povo, tomando conhecimento da vida popular que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

Começou com 14 anos a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que, juntamente com o "Arco e Flecha" e o "Samba", desempenharam importante papel na renovação das letras baianas. Comandados por Pinheiro Viegas, figuraram na Academia dos Rebeldes, além de Jorge Amado, os escritores João Cordeiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro, Edison Carneiro, Valter da Silveira, e Clóvis Amorim.

Em 1927, com apenas 15 anos, ingressou como repórter no Diário da Bahia e também escrevia para a revista A Luva. Aos dezenove anos publicou seu primeiro romance O País do Carnaval. Nessa época já estava no Rio de Janeiro, em contato com nomes importantes da literatura. Foi redator chefe da revista carioca Dom Casmurro, em 1939.

Em 1933 lança seu segundo livro Cacau. Depois vieram vários romances que retratavam o dia a dia da cidade de Salvador, entre eles Mar Morto (1936) e Capitães de Areia (1937) que retrata a vida de menores delinquentes, sendo na época proibido pela censura do Estado Novo.

Participou do movimento da frente popular da Aliança Nacional Libertadora. Foi exilado na Argentina, no Uruguai, em Paris, em Praga e ainda morou em diversos países. Recebeu vários prêmios, títulos honoríficos. Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha; da Academia das Ciências de Lisboa; da Academia Paulista de Letras; e membro especial da Academia de Letras da Bahia. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 23.

Jorge Leal Amado de Faria faleceu no dia 6 de agosto de 2001. Seu velório foi realizado no Palácio da Aclamação em Salvador. Foi cremado, a seu pedido, e suas cinzas foram colocadas ao pé de uma mangueira, em sua casa na Bahia.

 

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