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A morte e a morte de Quincas Berro d' Águas (CD)

A morte e a morte de Quincas Berro d' Águas (CD), par Jorge Amado
Auteur : Jorge Amado
Autres : com a atriz Nevolanda Pinheiro
Editeur : Livro Falante
Nombre de pages :
Date de parution : 2010
Langue : Portugais
Prix : 15,00 €
ISBN : 9788560125005
Disponibilité : En stock En stock

Autor: Jorge Amado

Leitura da atriz Nevolanda Pinheiro

Esta obra foi escolhida para integrar o catálogo da Livro Falante sobretudo por sua qualidade literária ou, melhor que isso, artística. Se arte é, sem entrar em discussões conceituais, ao menos abarcar com força os seres humanos, mudá-los de lugar, fazê-los sentir cheiros e gostos, ter novos questionamentos e anseios, então, não há dúvidas, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água é uma obra de arte da maior grandeza. Neste curto romance, Jorge Amado conta a história da morte (ou das mortes, como saberá o ouvinte) de Quincas Berro D'Água. Quincas é um funcionário público que deixa a enfadonha vida em família e o dia-a-dia burocrático para viver como bem entende, bebendo cachaça e amando as mulheres e o mar. Sua morte põe em xeque os valores e sentimentos da família, dos amigos e da própria sociedade. Quem é o defunto? É o respeitável funcionário Joaquim? Ou o vagabundo beberrão que vagava pelas ruas de Salvador? O ligeiro sotaque da atriz Nevolanda Pinheiro, também nascida na terra de Jorge Amado, encarrega-se de ressaltar o recheio de humor e lirismo que o escritor baiano usa para contar direitinho como tudo aconteceu. Por que a fama de Quincas correu o mundo? De onde veio o apelido de Berro D'Água? Quem eram seus amigos, sua família e sua companheira? Por fim, como foi que Quincas morreu?

Né à Ferradas, dans une plantation de cacao du sud de l’État de Bahia, son enfance est marquée par la lutte violente pour la terre. La parution, en 1932, de son premier roman Le pays du carnaval inaugure le cycle de Bahia dont il dressera de grands portraits. Capitaine des sables est considéré comme le dernier livre de ce cycle, l’auteur y décrit de manière très réaliste la misère des enfants des rues. En 1936, il est emprisonné et ses livres sont interdits. Après un exil en Argentine, il reprend son activité politique et littéraire. Jorge Amado renoue alors avec les thèmes de son enfance dans deux romans Les terres du bout du monde et La terre aux fruits d’or... Membre du parti communiste, il est à nouveau contraint à l'exil : Paris, la Tchécoslovaquie et l'URSS. De retour en 1953 au Brésil, il se consacre exclusivement à la littérature et commence à prendre des distances avec le militantisme politique. Certains y voit un tournant dans son écriture où prévaut désormais l’humour. Il crée ainsi, tout une série de personnages féminins qui seront adaptées pour le cinéma et la télévision : la plus célèbre, Dona Flor et ses deux maris, Tereza Batista, Tieta d'Agreste... Il est également l'auteur d'un livres de mémoires de moindre intérêt, Navigation de cabotage.

Jorge Amado (1912-2001) nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Filho do fazendeiro de cacau. Passou os anos da sua adolescência no meio do povo, tomando conhecimento da vida popular que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

Começou com 14 anos a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que, juntamente com o "Arco e Flecha" e o "Samba", desempenharam importante papel na renovação das letras baianas. Comandados por Pinheiro Viegas, figuraram na Academia dos Rebeldes, além de Jorge Amado, os escritores João Cordeiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro, Edison Carneiro, Valter da Silveira, e Clóvis Amorim.

Em 1927, com apenas 15 anos, ingressou como repórter no Diário da Bahia e também escrevia para a revista A Luva. Aos dezenove anos publicou seu primeiro romance O País do Carnaval. Nessa época já estava no Rio de Janeiro, em contato com nomes importantes da literatura. Foi redator chefe da revista carioca Dom Casmurro, em 1939.

Em 1933 lança seu segundo livro Cacau. Depois vieram vários romances que retratavam o dia a dia da cidade de Salvador, entre eles Mar Morto (1936) e Capitães de Areia (1937) que retrata a vida de menores delinquentes, sendo na época proibido pela censura do Estado Novo.

Participou do movimento da frente popular da Aliança Nacional Libertadora. Foi exilado na Argentina, no Uruguai, em Paris, em Praga e ainda morou em diversos países. Recebeu vários prêmios, títulos honoríficos. Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha; da Academia das Ciências de Lisboa; da Academia Paulista de Letras; e membro especial da Academia de Letras da Bahia. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 23.

Jorge Leal Amado de Faria faleceu no dia 6 de agosto de 2001. Seu velório foi realizado no Palácio da Aclamação em Salvador. Foi cremado, a seu pedido, e suas cinzas foram colocadas ao pé de uma mangueira, em sua casa na Bahia.

 

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